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Testes Farmacogenéticos: O futuro da saúde mental atrelado ao conhecimento genético humano

A medicina científica moderna vem avançando a largos passos na direção da melhoria dos tratamentos convencionais. Guiada pelo objetivo de superar dificuldades e proporcionar melhores relações de saúde coletiva, pesquisas são realizadas e mudanças vêm sendo feitas para garantir práticas cada vez mais efetivas e acessíveis.

Uma dessas inovações que tem ganhado grande popularidade devido a sua aplicabilidade prática individual e acessibilidade é o exame farmacogenético, ou teste farmacogenético, como se tornou mais conhecido.

Farmacogenética é o ramo da farmacologia clínica responsável por avaliar como o genoma humano influencia a relação do indivíduo com medicações, o que possibilita a administração farmacológica personalizada e tem por objetivo buscar diminuir efeitos colaterais e promover eficácia medicamentosa.

Baseado na apuração genética a partir da coleta de material humano, principalmente saliva, esta análise traça um perfil dos genes humanos, permitindo maior conhecimento sobre como determinada pessoa reage a um medicamento ou possui predisposição a certas doenças.

Seu uso tem se dado em grande parte para auxiliar tratamentos de doenças ligadas à saúde mental, como depressão, ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia e etc. O teste orienta quais são os medicamentos mais indicados com base no perfil genético, garantindo maior efetividade na administração destes fármacos e informações valiosas a respeito de dosagem e contra indicações.

Sua relação com a saúde mental se dá devido ao fato de que patologias e transtornos desse tipo possuem uma forte relação genética em suas origens. Portanto, a partir da análise genética se pode avaliar como a predominância hereditária virá a influenciar um tratamento, garantindo assim mais segurança e controle ao psiquiatra para agir com determinado paciente.

São estimados que cerca de 40% dos pacientes acometidos pelo transtorno depressivo maior não conseguem obter uma eficácia inicial através do tratamento médico à base de medicação. Esse fato contribui para que muitos pacientes abandonem tratamentos devido a ineficiência, perdendo a fé nos procedimentos médicos que visam tratar transtornos mentais.

Daí a importância do teste farmacogenético na prática. A partir das informações levantadas pelo exame, o paciente terá suporte medicamentoso específico para sua condição genética, não se colocando em uma posição de descrença perante o tratamento médico e possibilitando uma recuperação mais satisfatória dos sintomas depressivos.

Em todo o processo, é importante que o paciente esteja amparado por assistência médica de qualidade. Um profissional psiquiátrico poderá determinar a aplicabilidade do teste e orientar sua realização. Este tipo de exame já é comum no Brasil, podendo ser realizado em laboratórios, clínicas e hospitais especializados.

Normalmente após a coleta, o resultado estará disponível em algumas semanas a partir de sua análise, apresentando o perfil farmacogenético do paciente e a relação de seu genoma diante de alguns fármacos mais comuns, como os ansiolíticos e antidepressivos. Com o resultado em mãos o médico psiquiatra pode adequar o tratamento de acordo com os fármacos que tiveram melhor análise no exame.
Desta forma, o teste farmacogenético pode ser um grande aliado no processo de tratamentos em saúde mental e base de desenvolvimento do futuro da medicina científica, proporcionando suporte cada vez mais adequado aos pacientes, em prol de atender suas necessidades no contexto de transtornos e patologias mentais.

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